Sistema

Como nasce um Campećo... - Por Leonardo Marques Barcelos

Data: 3/10/2009
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“- Apite comigo, galera...
Mazolinha dentro da grande área... penetrou, cruzou, era pra Maurício.......
Escorou... entrou..... Goooooooooooooooooool..... do Botafogo!!!!!
Mau, Mau, Mauuuuurício... Numa escapulida de Mazolinha na canhota...
Maurício recolheu, escorou, no cantinho direito... marcando o Gol do Fogão aos 12 minutos do 2º tempo...”

O ano era 1989, a narração de José Carlos Araújo da Rádio Globo do RJ e o Botafogo conquistava o título de Campeão Carioca de Futebol após um jejum de 21 anos.... Em São Paulo, um grupo de amigos iniciava uma “brincadeira” que unia dois esportes gêmeos, diferentes “apenas” pelo tamanho da bola: nascia a BFA, onde jogaríamos botão, nossa paixão de infância, e falaríamos de futebol...

Em nosso 1º campeonato, a I Taça Brasil, coube a mim a Honra de defender as cores do Botafogo de Futebol e Regatas, clube de General Severiano e, com muito orgulho, poder conquistar o campeonato numa histórica final contra o Fluminense, com um gol marcado na prorrogação à 8 segundos do apito final, pelo artilheiríssimo Paulinho Criciúma...
Pintava O Glorioso em nossas mesas...

Daí, aconteceu uma dessas coisas que só o futebol de mesa pode proporcionar: um garoto de 17 anos, paulistano, são-paulino, que nunca fora ao Rio de Janeiro, começou a gostar de um clube com um passado de glórias e um presente tenebroso...
E da nova paixão, veio a conseqüência natural de todo botonista /colecionador que se preze, fazer um time atrás do outro do time “do coração”: O esquadrão de 62, com Garrincha, Didi e Quarentinha, o time de 95, de Túlio Maravilha e Cia, as intermináveis Seleções de Todos os Tempos...

Mas entra ano e sai ano, na hora do aperto, quem vai pra mesa resolver o jogo é o Fogão Campeão Invicto de 1989, hoje 10 vezes campeão Brasileiro na BFA, que alinha com:
Manga, Josimar, Wilson Gottardo, Mauro Galvão e Marquinhos; Carlos Alberto, Luisinho e Paulinho Criciúma; Maurício, Gustavo e Mazolinha.

“...E ninguém cala, esse nosso amor, e é por isso, que eu canto assim é por ti Fogo...”

Que a gente possa cultivar em nossas mesas, profissionais ou não, um pouco (ou um MUITO, de preferência) daquilo que motivou cada um de nós a um dia segurar uma palheta nas mão: a paixão pelo futebol e o sonho de fazer uma tabelinha com os craques da nossa infância!

Leonardo M. Barcelos, Fundador da BFA
São Paulino e Botafoguense, graças à Deus

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